segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Esmalte vermelho


Antigamente eu considerava o esmalte vermelho bem vulgar. Achava brega, de mal gosto. Via que umas poucas mulheres usavam e aí é que eu achava mesmo que somente as mais cafonas usassem este tipo de esmalte. De uns tempos pra cá, como tudo na vida, isto também mudou. Na TV todas usam, nas ruas, trabalho, faculdade, praticamente todas aderiram aos mais diversos tons de vermelho. É moda! Eu apenas observava e, apesar de ter muita vontade, nunca tinha coragem de ousar com uma cor destas. Sempre achei que não combinava comigo, nem com meu trabalho, apesar da vontade de testar pelo menos. E sempre foi assim comigo. Com quase tudo. Sempre com medo de errar, com medo de sofrer, medo de me arrepender, medo de sentir dor. Minha cunhada uma vez me falou que perdeu muita coisa na vida por causa do medo ( e ela só tinha 17 anos quando me falou isto). E eu, no auge dos meus 29 anos? Depois que ela falou isto é que comecei a pensar quanta coisa eu perdi por medo. Medo de me arrepender. É bom sentir um pouco de medo também. Acho que meu medo me protegeu muito até hoje e me fez não passar por várias situações que me trariam sofrimento (não há necessidade de citar, até porque só sei que foi assim e não lembro agora de algo pra contar). Mas penso sim, que me preocupo muito com o que pode acontecer se fizer isto, ou usar aquilo. Procuro seguir um modelo de comportamento, de postura, de retidão na vida e principalmente no trabalho que me “congelam”. Até um corte de cabelo me faz pensar por semanas se devo ou não fazer. Voltando a história do esmalte vermelho, fui fazer a feira do mês e vi uma cor linda (um vermelho da Colorama – Paixão) e peguei. Fiquei olhando e por alguns minutos pensava se ia ter coragem pra usar. Colocava de volta e olhava uns tons de rosa e bege. Pegava de novo o vermelho, pensava. Num impulso coloquei no carrinho e falei em voz baixa: - “Se não usar só vou ter perdido R$ 2”. Mas não usei logo, demorou um pouco, acho que uns 15 dias, até porque eu não sei fazer unhas sozinha. Mas estou usando... E gostei muito! E o mais legal é que as mulheres do meu trabalho adoraram, todas perceberam e perguntavam que cor era esta. Que alívio!
Desta vez deu certo. Mas isto foi bobagem.
É fácil falar pros outros “arrisque, tente”. Mas é bom lembrar que as conseqüências de tudo o que você fizer é somente VOCÊ que tem que assumir...
Então me deixa quieta com meus medos. Eu sei o que faço.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

EU

Deus. família. amor. rir. chorar. cantar. pensar. ler. letra. história. ver. ouvir. branco. limpo. liso. beleza. bom. eterno. música. matrimônio. frio. noite. acarajé. arte. coca-cola. comprar. sabonete. castanhas. viajar. dormir. tardes. vento. taylanne. idosos. inteligência. vinte e nove. rotina. rosas. seriados. campo. espanhol. amizade. maquiagem. salto alto. jeans. pinha. violão. Roupa Nova. roupa nova. fotos. trabalhar. caridade. conversar. saudade. chuva. bicho de pelúcia. vida. filhos. cachorro. conforto. surpresa. internet. juventude. revistas. O Mundo de Sofia. cremes. pizza. espelho. romance. confiança. comédia. paisagem. SSVP. cartas. piadas. dinheiro. fé. celular. sábado. anjos. lar. paz. futuro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Confiar nos outros

Eu realmente acho bom confiar nos outros. Um amigo do trabalho me falou outro dia que era muito difícil pra ele confiar nas pessoas de forma geral e que por isso ele se sentia muito isolado. Eu acho isso muito triste, uma vida sem confiar em alguém é meio "ôca"... Eu confio nas pessoas, nos amigos, parentes, no meu amor, mas também eu nunca tive a experiência de ter sido traída por alguma destas pessoas. Acho que por isso não tenho medo de confiar. De repente foi isto que aconteceu com meu amigo, uma experiência de deslealdade de alguém em quem ele confiou.  Ou não, de repente ele é assim mesmo por natureza. Eu pelo menos tento confiar prudentemente (se é que dá pra fazer isto). Não confio em tudo e todos, confiança a gente vai adquirindo aos pouquinhos. Acho legal confiar, dá um sentimento de cumplicidade, segurança e fortalece laços. Não saberia viver sem confiar em quem eu gosto. E também acho que não mudaria minha forma de pensar se alguém traísse minha confiança. Não acho que por todos devam pagar pelo erro de um. Mas isto eu só saberia se acontecesse. Prefiro não saber então...
Vou lá.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre completar 29 anos...


Pode parecer besteira, na verdade analisando calmamente até é mesmo, mas fico triste sempre às vésperas de meus aniversários. Ao invés de comemorar por estar mais um ano viva, fico triste por estar um ano mais velha. Comentei isto com uma amiga hoje e ela soltou esta: "É melhor envelhecer do que morrer jovem". E de fato é. Mas a juventude, pelo menos pra mim, sempre foi uma das coisas boas de se estar viva. Ser jovem e ter saúde. Não fico deprimida, não mesmo, mas dá uma insegurança que eu não sei onde vem. Não é difícil perceber que o mundo é dos jovens, que envelhecer no Brasil é muito difícil e que parece que a gente para no tempo ao ficar mais velho por mais esforço que façamos para estar sempre atualizado. Meio confuso talvez, mas não consigo expressar de outra forma. Já foi o tempo em que eu avisava a todo mundo que "amanhã é meu aniversário", e fazia mil planos e preparava mil coisas. Hoje avisei aos mais próximos: "esqueçam que amanhã é meu aniversário". Não é que eu goste de ficar sozinha, não gosto. Só fiquei um pouco chata mesmo pra esta coisa de aniversário. De meu aniversário...