Trabalhando, conversando e passando o tempo lá no meu emprego noturno, uma amiga de trabalho falava sobre seu novo emprego. Ela falava de sua mudança de vida, de como estava feliz, do que era importante pra ela. Falava que não havia nada melhor do que estar empregada. Radiante, ela explicava pras três pessoas que estavam na sala como era seu dia: "acordar às 6h30, tomar um banho, tomar café e sair pra trabalhar. Como moro à 5 minutos do meu emprego à pé, dá pra sair tarde de casa. Depois volto pra casa às 11h, almoço, tomo outro banho, descanso e volto pra o trabalho às 13h50. À noite, largo às 18h30 e venho pra cá, trabalhar. Quando chego em casa, vou cozinhar meu feijão pra o dia seguinte. Tem rotina melhor? Tem coisa melhor? Adoro aquele cheirinho do feijão que eu faço. Adoro fazer as coisas na minha casa, no meu cantinho. O que eu quero mais da vida? Agradeço a Deus todos os dias pela vida que eu tenho. Como é bom trabalhar, estou tão feliz!". O detalhe é que ela falou estas coisas todas com tanta felicidade, tanta sinceridade e por um momento achei que ela fosse até chorar... Ainda não aprendi a passar para estes meus textos, o ápice de felicidade de alguém com alguma coisa, mas foi assim mesmo que ela falou: em ápice.
Até aí nada demais. Mas há coisas que vocês precisam saber pra entender porque este fato mereceu um post meu. Minha amiga tem 46 anos, ensino médio, solteira sem filhos. Mora sozinha. Está trabalhando há 2 semanas em uma lavanderia como recepcionista, vai receber um salário mínimo. Este emprego dela à noite (comigo) era temporário mas já acabou o contrato, ou seja, a partir de agora ela terá que viver e se sustentar com este mínimo da lavanderia.
Até aí nada demais. Mas há coisas que vocês precisam saber pra entender porque este fato mereceu um post meu. Minha amiga tem 46 anos, ensino médio, solteira sem filhos. Mora sozinha. Está trabalhando há 2 semanas em uma lavanderia como recepcionista, vai receber um salário mínimo. Este emprego dela à noite (comigo) era temporário mas já acabou o contrato, ou seja, a partir de agora ela terá que viver e se sustentar com este mínimo da lavanderia.
Quando ela acabou de falar, olhei pra ela, e disse admirada algumas palavras que nem lembro exatamente o que foi, mas foi algo de muita perplexidade, algo tipo "incrível como a coisa mais simples do mundo é tão enorme e importante pra você..." não lembro se foi isso, mas foi algo por aí... eu estava de fato boquiaberta.
Quase todo dia me lembro das palavras dela. Foi um tapa na cara. Não foi apenas pelo o que ela disse, mas como ela disse. Toda aquela felicidade, toda aquela euforia, tanto coração. E não pensem que ela é uma senhorinha bondosa, católica (ou protestante), doce e amável, conformada com o que a vida lhe deu. Ela é uma "coroa enxuta" como ela mesma se define, adora maquiagem, salto, unhas bem feitas, dança muito no Buganvília, namora, é bem ativa. Por isso mesmo é que me surpreendeu tanto aquelas palavras. Não imagivana nunca que ela era feliz aquele ponto.
E você? O que você considera importante?

1 comentários:
Adorei... Fazer uma reflexão!!!Renovar o estoque de sorrisos, desvendar o horizonte e buscar nas pequenas coisas o segredo de ser feliz... O que considero importante? "O melhor lugar do mundo é um só: perto daqueles que amamos e do que amamos". bjos, saudades!!
Postar um comentário