"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de busca a ideia da alegria." [Ana Jácomo]
Katiuscia Malafaia
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Me surpreendo a cada dia
Na verdade a maternidade é que me surpreende a cada dia. Tinha um monte de convicções sobre ser mãe. Praticamente tinha toda a educação de Clarissa já definida na minha cabeça: Não vou usar chupetas nem mamadeiras; ela vai mamar apenas no peito; ela vai dormir no berço e no quarto dela; quatro meses de licença maternidade são suficientes. Ha-ha-ha, rio de mim só de pensar como fui tola ao acreditar que seria fácil assim. Primeiro que Clarissa chorava muito (muuuuuito) e não aguentei e comprei chupeta. Tive dificuldades para amamentar pois meus seios feriram, logo comprei mamadeiras e ela passou a também tomar leite artificial complementando a amamentação. Tenho medo de ela engasgar dormindo, por isso ela dorme algumas vezes comigo na cama ( e eu também fico com dó de deixar ela sozinha no quarto dela, ela é tão pequenina...). E pra terminar, estou com o coração na mão por ter que deixá-la com babá aos quatro meses de vida. O pior de tudo, é que sei que isto é apenas o começo. Vão surgir diversas outras convicções que eu tinha e que vão sumir. A prática é outra coisa.
Imagem: michelrubens.blogspot.com
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.
Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno. Que deixei escapulir as oportunidades capazes de bordar mais alegrias na minha vida. Que me atolei na areia movediça do tédio. Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.
Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. Que, ainda que com medo, eu avance. Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor. Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.
Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez. Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior. Que eu me conceda a bênção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia. Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.
Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é trabalhoso amadurecer. Quero aprender a converter toda a energia disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregá-la no julgamento das outras pessoas.
Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto. A coragem para me aproximar, um pouquinho mais a cada dia, da realização de cada sonho que me move. A ideia de que a minha vida possa somar no mundo, de alguma forma. A intenção de não morrer como uma planta que engasgou e não disse a sua flor.
Ana Jácomo
Imagem: Google Imagens
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
E a vida vai aos poucos voltando ao normal...
Agora, passados três meses do nascimento da minha Clarissa, a vida começa a voltar ao normal. Começamos a dormir um pouco melhor, a acessar a internet, a sair... Agora estou bem mais adaptada a esta coisa louca que é a maternidade. Começo a entender a expressão "mãe leoa". Começo a gostar deste triângulo amoroso que se tornou minha família. Me apaixono a cada dia por este "cotoco" de gente que quando sorri ilumina todo o meu dia. E mais uma vez mudei de opinião após a prática. Tantas certezas eu tinha, já estava com tudo certo e definido na mente, mas as coisas vão mudando conforme a vida (e os filhos) nos obrigam.
Anoto cada nova descoberta num caderninho pra por no álbum de fotos dela. Ela é a razão do meu existir. Como disse certa vez Adriane Galisteu: "agora eu sei para quê eu estou no mundo".
Imagem: Minha mão e a mãozinha da Clarissa
terça-feira, 28 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Dia 10 de maio nasceu Clarissa. Pequenina, mas bem saudável graças a Deus! Agora, já com 35 dias de vida, ela cresce e engorda rapidinho e a gente nem se dá conta das mudanças. Por grandes mudanças também estamos passando eu e o papai dela. Nossa, se eu fosse descrever aqui a loucura que tá nossa vida, talvez desanimasse até os recém-casados...
Mas cada um vê a maternidade de uma forma diferente. E todo mundo quer e precisa passar por ela.
Daqui há algumas semanas, com mais calma, pretendo criar um blog pra falar sobre a experiência da gestação e da maternidade, dando dicas importantíssimas às mães e pais de primeira viagem.
Abraço!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
ANTES DE SER MÃE
Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos quentes.
Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria
e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não esquecia de escovar os dentes e os cabelos.
Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe eu não me preocupava
se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda...
Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer teste e aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não puder estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisa tão pequenina
pudesse mudar tanto minha vida.
Eu não imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe eu não conhecia
a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de alimentar uma bebê faminto.
Eu não imaginava que alguém tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.
(desconheço o autor)
Imagem: Google Imagens
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Esperando a boneca Clarissa
Pouco tempo pra escrever e junto uma cautela a mais: não expor demais minha vida. A verdade, é que desde que descobri minha gravidez, decidi não colocar aqui nada a respeito desta fase da minha vida. Lógico que minha vontade era gritar pra o mundo que estava esperando um bebê, um filho tão desejado. Tive vontade de colocar cada fase, cada descoberta, meus medos, a primeira vez que senti mexer, o momento e nossa reação quando descobrimos que é uma menina. Queria mesmo expor em detalhes cada uma destas incríveis etapas, postar os vídeos das ultrassons (que dá até vontade de chorar de tão mágicos que são). Ouvir o coração de seu filho com apenas 7 semanas de gestação é uma sensação indescritível... Mas é melhor não. Falei até demais... Lemos o tempo todo sobre os males e perigos da exposição excessiva à internet. É a minha vida, mas envolve a vida de outras pessoas também. Vou guardar quietinho. Estamos muito felizes, todos, a família toda tá grávida junto comigo. Estamos todos esperando a boneca Clarissa...
Imagem: Google Imagens
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Das voltas que o mundo dá
Não tenho a intenção de me aprofundar no título desta postagem, seria muito longo, cansativo e no momento estou sem tempo e sem paciência. Só digo uma coisa - principalmente aos que tem relacionamentos afetivos longos - sentimentos de incerteza e rotina passam. Esperar é o segredo. É fase, portanto, passará. Estou em uma fase ótima da vida, muito feliz, porque não fui impulsiva e soube esperar. Não me arrependo.
Imagem: Google Imagem (desabafoseparvoices.blogspot.com)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Vamos ao próximo
Terminei, enfim, o Vendedor de Sonhos...
Os dois últimos capítulos são os melhores, ainda assim me confesso frustrada.
Livro da vez: Sobre Meninos e Lobos
Os dois últimos capítulos são os melhores, ainda assim me confesso frustrada.
Livro da vez: Sobre Meninos e Lobos
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O sentido de estar junto
Só vale se for total, completo, se for único. Se for sem medo, se jogando, se entregando. Só vale se esquecer das regras, das dúvidas, dos receios. Se não pensar no "se". Se for intenso e se for pra valer. Só vale se servir pra aquecer o coração e pra desalinhar os passos metódicos. Só vale se for pra fazer o bem, pra acompanhar lado a lado a alma antes vazia [e agora cheia de encanto e luz]. Se for pra reescrever a história com cheiro de infância. Se for pra trazer aconchego. Só vale se for sem preconceitos, se for pra acalmar, pra pacificar. Se for pra molhar os risos com chuvas de bênçãos. Se for pra ir sem pensar no vir. Só vale se for pra acreditar no futuro e se der vontade de ficar mais um pouquinho. Só vale se for assim...
Imagem: Google Imagens
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Num sete de setembro
Dia pra pensar,
Pra responder e-mails "malcriados".
Dia pra dormir até mais tarde,
Pra comer besteira.
Dia pra ouvir beatles,
arrumar a casa.
Dia pra visitar a mãe,
pra ficar na companhia do grande amor,
pra ficar feliz por ter visto a amiga de infância,
pra sacar dinheiro,
pra ler aquele livro sem fim.
Dia pra colocar inúmeros lembretes no celular,
pra riscar as contas pagas,
pra assistir sessão da tarde.
Dia pra escrever e se arrepender,
pra se cuidar,
dia pra amar, apesar de tudo.
Imagem: Google imagens
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
E tem lógica...
" Minha filha Camila, com 2 anos, ficava triste quando eu saía para trabalhar. Certo dia, ela pediu: - Mamãe, não vá trabalhar hoje, fique brincando comigo.
Expliquei que não era possível. Contei-lhe que o Diretor da empresa, o Sr. Luiz e outras pessoas dependiam do meu trabalho. Camila então sugeriu: - Faça muitas mamadeiras e deixe todas na geladeira do trabalho, onde as pessoas podem pegar sozinhas e esquentar."
[Maria Liane Schneider, Bom Princípio - RS]
Imagem: Google Imagens
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Meus presentes de Deus!
"Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel. Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito." [Ana Jácomo]
À minha mãe, irmãos, marido, amigos da época da SSVP, todos os outros amigos que fiz antes e uns depois, aos outros parentes, aderentes. Vôti... a meio mundo de gente!
Obs: Tá, admito que meu blog ultimamente está sendo uma reprodução dos textos da Ana Jácomo... mas é que são todos tão apaixonantes e estou tão sem inspiração, que não vi mal nisso. Visita: anajacomo.blogspot.com e vejam o que quero dizer. Mas vou voltar a escrever os meus também...
Imagem: Google Imagens
Imagem: Google Imagens
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
De ocasião
"Anos frequentando esta escola, eu descobri que a tristeza, inevitável, legítima, necessária até em alguns momentos, é coisa de ocasião" [Ana Jácomo]
Bom, que não sou mais a menina triste com momentos raros de alegria. Bom que a vida [e Deus], tornaram-me a mulher que sou: feliz, com raros momentos de tristeza...
Imagem: Google imagens
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Apesar de não concordar com a dureza de suas palavras e mesmo sabendo o quanto elas me machucaram, entendo as razões por que fez isto. Talvez tivesse sido melhor resolver tudo somente entre nós, mas julgo que não houve coragem suficiente ou a intenção no fim das contas era provocar este sentimento mesmo. De qualquer forma, toda palavra lançada, mesmo que injusta, dura ou impulsiva, precisa servir pra quem ouve, como meio de reflexão. Ainda tô um pouco sentida. Mas, recentemente, percebi que tenho uma capacidade enorme de me recuperar rápido das tristezas. Vai passar logo.
sábado, 7 de agosto de 2010
2º domingo de agosto
...
a gente deleta todo o passado (usando o shift+del) e refaz outra história. Este texto da Ana Jácomo é perfeito pra ocasião:
"Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a frequência do seu riso mais gostoso. Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. Do pedaço de doçura que não foi maculado. Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. Sobre o que gosta de fazer para se divertir. Conta se você reza antes de adormecer.
Hoje, me fala de você. Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria aguentar. Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto. Diz se a sua mãe cantava para fazer você dormir.
Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. Se tinha algum apelido na escola. Se consegue se imaginar bem velhinho. [...] Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.
Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. A gente pode rir das suas maluquices românticas. Das maiores encrencas que já arrumou. Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. De quando descobriu como são feitos os bebês. A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. Das verdades que disse e ninguém levou a sério.
Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. De outras parecidas. Ouve também com os olhos. Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. Não antecipe as minhas palavras. Não se impaciente com o meu tempo de dizer. Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.
[...]
E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.
Imagem: Google Imagens
Los Hermanos em mini-turnê no Nordeste
"Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
Com golpes de pincel"
(Além do que se vê - Los Hermanos)
Em três shows: Recife, Fortaleza e Salvador. Vamos?
Clica aqui e saiba mais
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Bem verdade
"Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes, no momento de cada uma, eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.
O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.
Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso."
Ana Jácomo
Imagem: Google imagens
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Ignora, que vai embora!
Consegui, sem fazer nenhum esforço, me livrar de um sentimento bem inútil: a mágoa. Tinha antes, um bocado dela dentro de mim, num local que nem sei onde, mas sei que ela estava lá, bem quietinha e me cutucava às vezes, e incomovada sim. Antes, queria livrar-me dela, fiz promessa, li auto-ajuda, mas acabou que, ela se foi e só agora me dei conta! Que danada, foi embora, nem se despediu, foi que nem percebi.
Ontem parei e vi: Nossa, a mágoa que antes tomava conta de um pedaço de mim hoje deu lugar a outros sentimentos que ainda não consegui definir... compaixão, cuidado, um preocupar-se ou será que é um gostar evoluindo pra um amor. Não, talvez não chegue a tanto, mas dá tempo ainda. Pode ser, quem sabe...
Provavelmente esta mágoa ingrata foi-se por fome, é foi isto! Não a alimentei! Ah, mas já vai tarde.
Imagem: Google imagens
sábado, 24 de julho de 2010
O Vendedor de Sonhos
Estou frustrada com o livro O Vendedor de Sonhos escrito por Augusto Cury. Ele tem livros tão bons, é meu autor brasileiro preferido, gosto muito da coleção A Análise da Inteligência de Cristo, mas este Vendedor de Sonhos é muito "cansativo". Tem meses que comprei este livro e ainda estou na metade. Criei uma expectativa enorme lendo a sinopse do livro, mas não vejo a hora de acabar de ler. Não quero parar na metade, pois gosto de concluir o que comecei, mas pense num livro que "não prende", prolixo, um tédio... Até tem umas partes, uns parágrafos interessantes, mas o contexto não é legal. A idéia central do livro é boa, mas acho que o autor não conseguiu transmitir a profundidade do altruísmo que o tema sugere. Bom, é minha opinião. Vou terminar, tomara que até o fim do ano, e aí coloco uma opinião final sobre o livro todo.
Imagem: livrariaroteiro.com.br
quarta-feira, 21 de julho de 2010
É, pois é
É preciso ter cuidado ao defender um ponto de vista. Em muitas situações sou meio "em cima do muro" mas não vejo grande problema nisso. Ficar indecisa e não ter opinião sobre tudo é natural. Quando estou convicta de algo, quando se trata de algo em que acredito, tento argumentar, mas dependendo do "meu opositor" acho que acabo ficando nervosa e optando por calar. Agora já isto eu acho um problema: calar-se. Acreditar em algo e não defender. Mas, em certas situações, isto é necessário. Extravasemos de outra forma.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
*Utopia*
Ao voltar de Recife recentemente, observei dentro do ônibus em que eu estava, alguns vendedores ambulantes de doces, amendoins, frutas e coisas afins. Eles entravam, um de cada vez e tentavam com seus argumentos de venda nos empurrar seus produtos. Virei-me para Lucas e comentei: "Tenho uma pena destes vendedores". Apesar de ter dito somente isto, estou certa de que Lucas me entendeu bem. Pra vocês vou explicar agora. É muito honesto da parte deles tomarem a iniciativa de tentar fazer algo pra sobrevivência. Sabemos que muitos aproveitam o fato de não terem tido oportunidades boas na vida pra fazer o mal, praticar atos ilícitos. Aqueles, os do ônibus, fizeram diferente, pois apesar de também não terem tido boas oportunidades na vida, escolheram um caminho do bem. Acho que todos concordamos com isto. Mas ainda assim, sabendo de tudo isto, sinto muita comoção quando vejo um vendedor ambulante de bar em bar tarde da noite, dentro de ônibus, na praia trabalhando debaixo de um sol forte, num calor de 30ºC num domingo. Apesar de saber que ganham a vida honestamente com o tal "suor do trabalho", fico de coração partido pensando em tudo o que eles não tem, não fazem, não comem. Fico pensando o que será que passa pela cabeça deles a cada não que recebem. Penso o que fazem quando chegam em casa, se é quem tem uma casa. Fico imaginando se eles comemoram o Natal, o Carnaval, os aniversários deles mesmos. Muitas vezes chego até a sentir culpa por eu ter uma vida diferente. Quem aqui nunca comprou algo que não queria de um destes ambulantes apenas pra ajudar?? Então sabem bem o que estou querendo dizer com esta postagem. Seria muito bom que esta diferença social não fosse tão grande. Desejei, naquela viagem, que os filhos deles tivessem melhores chances na vida. Desejo sempre que, apesar da vida difícil, na simplicidade deles, pelo menos, eles sejam felizes da maneira que der.
Imagem: O Vendedor de Frutas, Tarsila do Amaral (www.tarsiladoamaral.com.br)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Deixa o povo ser feliz!
Legal o fuzuê da Copa do Mundo. Não sou muito fã de futebol, aliás, não sou nada fã de futebol, mas gosto de ver a Seleção jogar. Isto nada tem a ver com patriotismo de última hora, não sou assim, só que realmente não acompanho mesmo esta coisa de jogo de futebol. Não, não, não, já basta Lucas ficar colado em vídeo game de futebol. Mas, fico contente com o clima que paira sobre toda uma nação em época de Copa do Mundo. Apesar de toda a desgraça que ocorreu aqui no Nordeste devido as enchentes, o povo ainda para pra assistir aos jogos do Brasil. Duas horas em que se esquecem diferenças, tristezas, dívidas, desamores. Duas horas de vibração, torcida, gritos eufóricos. Depois tudo volta ao normal. Muito amargo quem critica os que se deixam levar pelas comemorações da Copa. A vida já é tão cruel pra quê piorar? Deixa o povo comemorar. Deixa esquecer o que há de ruim. Se só torce de 4 em 4 anos e daí? Você acha mesmo que vai mudar alguma coisa?? Desencana e vai logo ligar a televisão que o Brasil vai jogar contra o Chile daqui a pouco...
Imagem: cotidianosantanaemfoco.files.wordpress.com
terça-feira, 1 de junho de 2010
Primeiro pedaço do bolo
Tem muita gente que diz que prefere trabalhar com bichos (animais), do que trabalhar com gente. Eu costumava dizer, convicta, que preferia trabalhar com papel e máquinas do que com gente. Mas entendam: tive durante a vida, experiências nada agradáveis ao lidar com gente no trabalho, mais especificamente com clientes. Não na empresa em que estou hoje, pois acho que o tempo me ajudou a aprender a contornar situações complicadas, mas desde que iniciei minha vida profissional tenho trabalhado com clientes e acreditem, já passei por cada uma! Já fui recepcionista de cursinho e estagiária em ouvidoria de hospital particular. Só "pegava bronca." Com o tempo fui aperfeiçoando meu lado mais prático, objetivo, processual, o que me fez gostar bastante de trabalhar com rotina, com computador, procedimentos, métodos. Pronto! Achava que tinha me encontrado. Mas como diz a piada do Joseph Klimber “a vida é uma caxinha de surpresas”, caí de páraquedas no setor em que estou hoje: o Recursos Humanos. E me apaixonei. Não foi paixão à primeira vista, confesso. Recebi este desafio de braços abertos, mas de coração fechado. Não tinha segurança pra levar um setor tão estratégico a frente, não tinha base. Sabia que tinha apoio, com certeza, das estagiárias e amigas que estavam no setor antes de mim e tinha também o voto de confiança dos meus gestores. Isto me bastou. Da minha parte, tinha a vontade de fazer dar certo, de aprender, entender, ajudar.
Tenho atualmente um dia-a-dia bem corrido (no sentido literal da palavra principalmente), as atividades da minha agenda se triplicam durante o dia, mas é fascinante não apenas trabalhar com pessoas, mas pras pessoas, pelas pessoas. A satisfação que tenho em fazer com que o dia dos colaboradores seja melhor é imensa. Gosto de ensinar, gosto de desenvolver, de treinar. De proporcionar-lhes aprendizado. Gosto de ser prestativa, de facilitar o convívio um do outro. Organizar ações sociais. De vê-los vencer!
Estamos realizando uma série de treinamentos on-line na empresa e fico contente quando tenho que parar minha atividade pra ir até um colaborador esclarecer uma dúvida deste mesmo treinamento. Gosto de ver engajamento por uma causa comum. Vibro quando eles são aprovados em um teste e conseguem concluir uma tarefa. É perfeito quando percebo que eles se sentem importantes. Entristeço-me com o fracasso deles. Realmente o sentimento que tenho é que o RH é uma mãe para os colaboradores, percebendo suas necessidades e buscando saná-las. Uma mãe que sabe o momento de elogiar e repreender, educando-os.
Sei que ainda tenho MUITO a aprender em RH, em Gestão com Pessoas. Sei que necessito buscar embasamento teórico para aliar a minha prática.
Hoje, nosso funcionário mais idoso, inclusive já aposentado mas ainda trabalhando, completou nova idade. Temos todos muito carinho por ele. Eu, particularmente, gosto muito de ouvi-lo, ele tem uma força de vontade de impressionar qualquer jovem. Quando os colegas lhes compraram um bolo de aniversário e lhe “cantaram os parabéns”, ele chorou. Não me contive. Chorei junto. Adivinhem pra quem ele deu o primeiro pedaço do bolo?
Tenho atualmente um dia-a-dia bem corrido (no sentido literal da palavra principalmente), as atividades da minha agenda se triplicam durante o dia, mas é fascinante não apenas trabalhar com pessoas, mas pras pessoas, pelas pessoas. A satisfação que tenho em fazer com que o dia dos colaboradores seja melhor é imensa. Gosto de ensinar, gosto de desenvolver, de treinar. De proporcionar-lhes aprendizado. Gosto de ser prestativa, de facilitar o convívio um do outro. Organizar ações sociais. De vê-los vencer!
Estamos realizando uma série de treinamentos on-line na empresa e fico contente quando tenho que parar minha atividade pra ir até um colaborador esclarecer uma dúvida deste mesmo treinamento. Gosto de ver engajamento por uma causa comum. Vibro quando eles são aprovados em um teste e conseguem concluir uma tarefa. É perfeito quando percebo que eles se sentem importantes. Entristeço-me com o fracasso deles. Realmente o sentimento que tenho é que o RH é uma mãe para os colaboradores, percebendo suas necessidades e buscando saná-las. Uma mãe que sabe o momento de elogiar e repreender, educando-os.
Sei que ainda tenho MUITO a aprender em RH, em Gestão com Pessoas. Sei que necessito buscar embasamento teórico para aliar a minha prática.
Hoje, nosso funcionário mais idoso, inclusive já aposentado mas ainda trabalhando, completou nova idade. Temos todos muito carinho por ele. Eu, particularmente, gosto muito de ouvi-lo, ele tem uma força de vontade de impressionar qualquer jovem. Quando os colegas lhes compraram um bolo de aniversário e lhe “cantaram os parabéns”, ele chorou. Não me contive. Chorei junto. Adivinhem pra quem ele deu o primeiro pedaço do bolo?
Imagem: oquemaisninguemve.blogspot.com
sábado, 22 de maio de 2010
A semana que passei em São Bernardo do Campo foi muito legal. Estava super frio, mas o calor humano que recebi dos instrutores e alunos ajudou a aguentar os 13º C diários. Fui fazer um treinamento na fábrica da Volkswagen de Formação de Consultor de Desenvolvimento - COD. Muita troca boa, experiências, aprendizado, contribuições, amizade, dinamismo, orientação, enfim, tudo de melhor que pode haver em um treinamento.
Beijos pessoal. Sorte e sucesso a todos!
Imagem: Foto da turma de alunos e instrutores no último dia de curso.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Boa de meia, bola de gude
Já prestaram atenção à letra desta música? Esqueçam da melodia e foquem na letra. Segundo Priscila, minha amiga estudante de psicologia, esta música é "construtiva". Achei muito inteligente e verdadeira.
Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente, o sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra o menino me dá a mão
Ele fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
Não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude, o solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração
toda vez que o adulto fraqueja ele vem pra me dar a mão
Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão
Há um passado, no meu presente, um Sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assusta o menino me dá a mão
Imagens: Google Imagens
quarta-feira, 5 de maio de 2010
"Dance conforme a música"
Outro dia, uma amiga escreveu que atualmente a frase que mais ouve é "dance conforme a música". Pois bem. Ela está certa, pelo menos no tocante ao assunto a que ela se referia. Estou vivendo isto também e a cada dia estou mais certa de que devo seguir seu sábio conselho.
Ganhei, uma incumbência: cuidar de um bebê. Foi um presente sem dúvida inesperado. Fiquei extremamente feliz, era algo que eu queria muito, mas que fosse meu. Ganhá-lo, assim, me pareceu uma prova de fogo. Este presente, como quase tudo na vida, tinha um ônus, que inicialmente me pareceu justo. Eu daria o melhor de mim à ele, teria a felicidade de cuidar dele, amá-lo, educá-lo, mas teria que dividi-lo. Pior, teria que dividi-lo com alguém que, percebi depois, não sabia cuidar dele.
O que fazer? Aceitar? Brigar? Desistir da criança?
Pois bem, amiga Andrezza. Vou dançar conforme a música...
Imagem: Google imagens
Imagem: Google imagens
domingo, 25 de abril de 2010
- Oi pai...
- Alô, filha?!...
- Oi...
- Tudo bem com você?
- Ta, tudo bem sim.
- Não liga mais pra mim, me esqueceu foi? Esqueça de mim não!
- Não pai, esqueci não, Ave Maria. Como é que o senhor tá?
- Tô bem. Te liguei outra vezes e nunca consigo falar com você.
- Hum... É que é difícil eu ligar pras pessoas. A tia Benita também vive falando que eu tenho promoção 31 anos e não ligo nunca pra ela. O senhor já foi conhecer os seus primos?
- Não fui não. Eu penso que se eles vieram de São Paulo pra Maceió, eles é que tem que vir a minha casa, não vou até eles não.
- Sei. É, eu até fui convidada ontem pra almoçar com eles na casa do Darinho, mas estava com tanta coisa pra fazer que nem fui. E eles vão embora amanhã.
- Então tá bom. Só queria saber como estava.
- E o senhor, já foi ao dentista?
- Não nem deu porque um colega de trabalho tirou férias e eu preciso ficar no lugar dele. Mas foi só por isso mesmo, falta de tempo.
- Tá. Tá certo.
- Então, vou lá. Um beijo
- Outro
- Tchau
- Tchau.
- Alô, filha?!...
- Oi...
- Tudo bem com você?
- Ta, tudo bem sim.
- Não liga mais pra mim, me esqueceu foi? Esqueça de mim não!
- Não pai, esqueci não, Ave Maria. Como é que o senhor tá?
- Tô bem. Te liguei outra vezes e nunca consigo falar com você.
- Hum... É que é difícil eu ligar pras pessoas. A tia Benita também vive falando que eu tenho promoção 31 anos e não ligo nunca pra ela. O senhor já foi conhecer os seus primos?
- Não fui não. Eu penso que se eles vieram de São Paulo pra Maceió, eles é que tem que vir a minha casa, não vou até eles não.
- Sei. É, eu até fui convidada ontem pra almoçar com eles na casa do Darinho, mas estava com tanta coisa pra fazer que nem fui. E eles vão embora amanhã.
- Então tá bom. Só queria saber como estava.
- E o senhor, já foi ao dentista?
- Não nem deu porque um colega de trabalho tirou férias e eu preciso ficar no lugar dele. Mas foi só por isso mesmo, falta de tempo.
- Tá. Tá certo.
- Então, vou lá. Um beijo
- Outro
- Tchau
- Tchau.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O você considera importante?
Trabalhando, conversando e passando o tempo lá no meu emprego noturno, uma amiga de trabalho falava sobre seu novo emprego. Ela falava de sua mudança de vida, de como estava feliz, do que era importante pra ela. Falava que não havia nada melhor do que estar empregada. Radiante, ela explicava pras três pessoas que estavam na sala como era seu dia: "acordar às 6h30, tomar um banho, tomar café e sair pra trabalhar. Como moro à 5 minutos do meu emprego à pé, dá pra sair tarde de casa. Depois volto pra casa às 11h, almoço, tomo outro banho, descanso e volto pra o trabalho às 13h50. À noite, largo às 18h30 e venho pra cá, trabalhar. Quando chego em casa, vou cozinhar meu feijão pra o dia seguinte. Tem rotina melhor? Tem coisa melhor? Adoro aquele cheirinho do feijão que eu faço. Adoro fazer as coisas na minha casa, no meu cantinho. O que eu quero mais da vida? Agradeço a Deus todos os dias pela vida que eu tenho. Como é bom trabalhar, estou tão feliz!". O detalhe é que ela falou estas coisas todas com tanta felicidade, tanta sinceridade e por um momento achei que ela fosse até chorar... Ainda não aprendi a passar para estes meus textos, o ápice de felicidade de alguém com alguma coisa, mas foi assim mesmo que ela falou: em ápice.
Até aí nada demais. Mas há coisas que vocês precisam saber pra entender porque este fato mereceu um post meu. Minha amiga tem 46 anos, ensino médio, solteira sem filhos. Mora sozinha. Está trabalhando há 2 semanas em uma lavanderia como recepcionista, vai receber um salário mínimo. Este emprego dela à noite (comigo) era temporário mas já acabou o contrato, ou seja, a partir de agora ela terá que viver e se sustentar com este mínimo da lavanderia.
Até aí nada demais. Mas há coisas que vocês precisam saber pra entender porque este fato mereceu um post meu. Minha amiga tem 46 anos, ensino médio, solteira sem filhos. Mora sozinha. Está trabalhando há 2 semanas em uma lavanderia como recepcionista, vai receber um salário mínimo. Este emprego dela à noite (comigo) era temporário mas já acabou o contrato, ou seja, a partir de agora ela terá que viver e se sustentar com este mínimo da lavanderia.
Quando ela acabou de falar, olhei pra ela, e disse admirada algumas palavras que nem lembro exatamente o que foi, mas foi algo de muita perplexidade, algo tipo "incrível como a coisa mais simples do mundo é tão enorme e importante pra você..." não lembro se foi isso, mas foi algo por aí... eu estava de fato boquiaberta.
Quase todo dia me lembro das palavras dela. Foi um tapa na cara. Não foi apenas pelo o que ela disse, mas como ela disse. Toda aquela felicidade, toda aquela euforia, tanto coração. E não pensem que ela é uma senhorinha bondosa, católica (ou protestante), doce e amável, conformada com o que a vida lhe deu. Ela é uma "coroa enxuta" como ela mesma se define, adora maquiagem, salto, unhas bem feitas, dança muito no Buganvília, namora, é bem ativa. Por isso mesmo é que me surpreendeu tanto aquelas palavras. Não imagivana nunca que ela era feliz aquele ponto.
E você? O que você considera importante?
sábado, 17 de abril de 2010
Bobagens pra descontrair...
Tava lembrando esta semana...
Uma vez eu estava na casa da minha bisavó, eu tinha uns 9 ou 10 anos acho, na sala vendo TV. A porta da casa estava aberta o que facilitou a entrada de um rapaz com algum tipo de retardamento mental. Ele foi direto pra cozinha e minha bisavó neste momento estava no banho. Tinham várias pessoas do lado de fora da casa, e me parece que já vinham tentando segurá-lo desde o início da rua, tava na verdade uma "algazarra" na rua. Esse povo todo ficou do lado de fora olhando pra dentro da casa e gritando: "pega o doido"...
Eu, torando um aço assustada (pra não dizer coisa pior), fui pra cozinha e gritei pra vó que tava dentro do banheiro:
- Ô vó, o doido entrou dentro de casa!- Ôxe, bote ele pra fora minha filha!
Neste momento, já que ela havia me recomendado expulsar o homem, peguei no seu braço e o puxei. Ele por sua vez, como quem não sabe o que faz, tentou me morder... (Sei que estão querendo rir, mas isto não foi engraçado... ). Deixei pra lá e fiquei olhando o pobre homem irracional pegar com um garfo todos os bifes que minha avó tinha preparado pra nosso almoço.
Aí alguém, graças a Deus decidiu me ajudar, entrou na cozinha e colocou o "carregador de bifes de velhinhas e crianças" pra fora de casa. Quando a vó, finalmente saiu do banho, questionou:
- Ô mulher tu deixou ele levar toda a carne do nosso almoço?
- Mas vó, ele tentou me morder!- Ah tá... então deixa pra lá, você fez bem em deixar. Quem leva mordida de doido, fica doido também...
(Agora isto sim foi engraçado!)
domingo, 11 de abril de 2010
Ô medo, "vai-te"...
Na minha adolescência, parque de diversões eram fascinantes. Isto de se arriscar, sentir um medo do perigo, rir por estar numa "situação de risco" me traziam uma euforia que eu sentia com poucas coisas. Há um ano fui a um parque de diversões e me deparei com uma falta de vontade (ou coragem?) de andar nos brinquedos mais emocionantes. Fiquei intrigada. Quando meu marido me questionou isto, respondi: "Ah, sei lá, acho que agora comecei a ter consciência da falta de segurança destes brinquedos, quando eu era mais nova eu não havia parado para pensar nisso."
O problema, é que acabei transferindo este medo para vôos...
Tenho medo de voar... Mas também nada que ma faça passar mal, ou enjoar, ou chorar. Nada disto. Só fico nervosa e rezo muito durante as viagens... Pelo menos trouxe algo bom né? Acho que fiquei impressionada com os acidentes aéreos que aconteceram nos últimos anos. Quando voltei da minha última viagem de avião no ano passado, no momento do pouso aqui no aeroporto, juro que eu pensei que o avião ia cair em cima das casinhas. Não tinha percebido como ele passa perto. Sofri muito. Que sensação péssima. Tenho viagem marcada para 10 de maio. De avião e ainda com escalas. Vou levar um livro, mas acho que não vou relaxar pra conseguir ler. Vou levar um mp3 com bastante música que eu gosto. Vai ajudar.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
ABBA! ABBA! ABBA!
Acho que, quem me conhece, deve saber que quando gosto de algo, fico fazendo aquilo o tempo todo, ou ouvindo o tempo todo, ou usando, ou comendo, enfim, o tempo todo. Isto aconteceu recentemente com a banda ABBA. Gostava deles porque cresci ouvindo, meus pais sempre gostaram. Só que fiquei adulta, casei e me distanciei um pouco das canções tão perfeitas, melódicas, nostálgicas deste grupo. Aí, dia desses, meu cunhado César comentou que gostava muito de ABBA e perguntou a minha sogra se ela escutava as músicas deles quando estava grávida. Minha sogra disse que não, mas enfim, só sei que meu cunhado gosta também, como eu. Aí eu lembrei da época em que ouvia, lembrei que elas traziam uma das poucas lembranças boas que tive da minha criação. Comprei DVD da banda e coloquei uma das músicas como toque do meu celular. Meu esposo baixou um monte de músicas e agora a gente ouve sempre no carro. Gostaria muito que vocês pudessem conhecer, então no meu texto onde tiver palavras em vermelho, tem um link pra ouvir músicas deles!. É só curtir!
sábado, 27 de março de 2010
Uma prova de amor
Domingo passado fiquei o dia todo em casa e como a programação da TV aberta não é lá essas coisas, Lucas e eu fomos assistir a um "piratex" que ele comprou um dia antes (segredo!). Nunca tinha escutado qualquer comentário sobre este filme, mas fiquei surpresa ao assisti-lo. Pense num filme bom!
Veja abaixo um resuminho que copiei da internet (www.amalgama.blog.br):" No drama Uma prova de amor, uma jovem de 15 anos chamada Kate (Sofia Vassilieva) tem leucemia diagnosticada aos 5 anos. Sua mãe Sara (Cameron Diaz), uma advogada de sucesso afastada do ofício para cuidar da filha debilitada, e seu pai, o bombeiro Brian (Jason Patric), tentam de todas as maneiras reverter o quadro da doença, e quando veem todas as possibilidades cessarem, são aconselhados por um médico a fazer uma fertilização in vitropara que a criança se torne uma doadora. Anna nasce e desde bebê passa a doar sangue, medula óssea e células para a irmã mais velha. Só que o quadro clínico de Kate não melhora, e a única chance de uma possível recuperação é a doação de um rim. A estas alturas, Anna é uma adolescente de 11 anos e se encheu de todo esse processo cirúrgico, então decide ter uma vida normal; ama a irmã, mas quer ter controle do próprio corpo. Procura o advogado Campbell Alexander (Alec Baldwin) e resolve iniciar um processo contra seus pais, pedindo uma “emancipação médica”. A mãe fica horrorizada com a ação judicial, e como estava acostumada a ganhar todos os casos quando exercia a advocacia, decide a todo custo manter Kate viva. As performances dão um tom forte ao drama, principalmente a personagem de Cameron Diaz, logo essa atriz que é sempre criticada por fazer comédias insossas. Aqui, ela mostra extrema profundidade sentimental ao fazer uma mãe que se dedica inteiramente à filha. A direção de Nick Cassavetes abusou do uso de flashbacks para contar a história da família, mas mantém um grande impacto emocional, principalmente por tratar de um dilema ético, e deixar uma dúvida a ser respondida pelo expectador: a decisão de Ana é certa ou errada?"
Fica aí a dica pra meus amigos!
domingo, 21 de março de 2010
Da falta que me fazem...
Ontem marquei com uma amiga que não via há anos. Apesar de nos falarmos sempre por e-mail e telefone, fazia muito tempo que não a via pessoalmente. Foi tão bom! Ela continua igualzinho ao tempo da faculdade. O que me pergunto e este post é por causa disto, é porque não nos vemos com mais frequencia, se a gente mora em bairros vizinhos? Por que demoramos tanto tempo pra matar saudades, conversar, rir, nos distrair... Não acho desculpa o fato de trabalhar muito ou de ter casado. Fins de semana existem pra isso. Amigos eu sempre tive desde a infância, fiz ótimos na adolescência, mas intrigante pensar que nenhum deles convive comigo. Não tenho contato direto com mais nenhum amigo. Encontro por acaso nos shoppings da vida, na internet às vezes. Trombamos por aí, nos abraçamos, resumimos anos de vida em 5 minutos de conversa. Há uns 15 dias encontrei minha melhor amiga do segundo grau. Fiquei tão feliz, tão eufórica! Ela estava com um bebê no colo. Quase cai pra trás quando ela disse que era a filhinha dela... E eu nem soube que esteve grávida. Deu uma dor no peito pensar que convivi diariamente 4 anos com ela e hoje não sei nem onde ela mora. Não tenho amigos pra sair ou pra conversar. Nenhum me acompanhou... Mas eu acho que a culpa é muito mais minha do que de qualquer um deles. Por causa da minha criação acho que restringi minhas amizades ao acaso. Hoje, adulta, sinto falta. Queria ter alguém (ou vários) pra poder sair de vez em quando e conversar besteiras que a gente só fala pra AMIGOS MESMO. Foi muito legal rever minhas amigas. A de ontem foi única com quem mative laços após a faculdade. Vou tentar não perdê-la de vista novamente...
sexta-feira, 12 de março de 2010
Me formei em solidão
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade... Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite. O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade... Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite. O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
José Antônio Oliveira de Resende
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Ah, o carnaval...
Como pude detestar carnaval por tanto tempo??
Passei uma fase bem “cult” na minha vida, em que eu só ouvia MPB, pop rock e música internacional. Não tolerava pagode, forró, sertanejo e... odiava carnaval!
Muita chata. Minhas colegas de trabalho, coitadas, tinham que ouvir as músicas que eu gostava porque quando qualquer uma delas ligava um sonzinho numa swingueira era o fim: eu criticava por horas a fio e ninguém tinha paciência pra ouvir tanta reclamação. Acabavam cedendo ao meu gosto. Passei alguns carnavais em retiros católicos (e adorei por sinal) mas, carnaval destes que passo hoje em dia, jamais! Nunca! Primeiro porque não gostava de praia (ainda não gosto). Depois porque não podia viajar mesmo então era mais fácil criticar os comportamentos típicos da época.
Hoje gosto muito. Cada carnaval que passei nos últimos três anos tem sido um melhor do que o outro. Comecei a curtir as “músicas populares” destas bandas de um sucesso só, mas curtir por curtir sem preocupação com o que os outros vão pensar. No fundo percebi que elas são engraçadas e só servem pra descontrair mesmo. O carnaval é época pra eu sair da rotina, me divirtir com a família, esquecer problemas, tristezas, descansar, me cansar, dar muita risada (daquelas presepadas que a gente só vê no carnaval), comer um bocado, curtir a viagem (com todo mundo espremido no carro), namorar, enfim, RELAXAR. Dar um tempo da minha vida regrada.
Como é bom mudar de opinião!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Segunda-feira, dia 08, aconteceu algo que eu pensava que nunca aconteceria: a separação dos meus pais. Mas, isto nada tem a ver com a visão romântica de que “o que Deus uniu, o homem não separa”; não tem nada a ver com amor, com nada parecido. Quando digo que pensei que nunca aconteceria, me refiro a outros fatores que não convém expor aqui para não chocar os leitores...
Posso dizer que não havia amor já há muito tempo. E o respeito estava se perdendo (e já havia se perdido de uma das partes). Não havia mais diálogo. Nem o sentir falta. Foi um processo muito longo, sofrido, exaustivo para pais, filhos, parentes e amigos. Finalmente, pedindo a Deus que eu esteja certa, chegou ao fim esta vida a dois, marcada por tanta desunião. Agora é cada um por si, cada um cuida de sua vida. E estou muitíssimo feliz! Queria muito que isto acontecesse, Deus sabe bem porque. Quero que cada um tenha a sua paz, o seu cantinho, sua vida feliz. Vou estar sempre presente pra os dois, quando precisarem.
Quanto "ao que Deus uniu o homem não separa" eu acredito nisto sim! E quero pra mim! No entanto, cada caso é um caso...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - parte II
Hoje fui levar meu irmão ao aeroporto (é preciso gostar da pessoa viu, pra se acordar 1h30 da madrugada, pega-la às 2h30 no Benedito Bentes e ficar esperando o embarque até às 4h da manhã tendo que estar às 8h no trabalho...). Não estava sentindo tanto sua partida até o momento do abraço... Que abraço. Nossa, parece que vem tudo à mente: as brincadeiras de infância, as brigas, risadas, cumplicidade, disputa por atenção. Lembro como ele era pequenino e vejo como cresceu. Tinha tantas coisas pra falar pra ele na hora do abraço mas nada saiu. Quer dizer, ainda consegui falar “faça tudo direito”, mas nem sei se falei com a força necessária pra que ele pudesse ouvir. Na hora pensei em falar que o amava, já que nunca havia dito, mas acabou que não saiu. No fundo ele sabe. Entreguei-lhe uma carta. Meu irmão caçula, pobrezinho, como eu, chorou à beça também. Minha mãe já foi mais forte, no fundo ela estava feliz por ver que meu irmão estava decidido a buscar melhores oportunidades, crescer. Ele sumiu em meio aos outros passageiros. No caminho de volta pra casa, já com o dia amanhecendo, comecei a me animar e até voltei cantando no carro uma música de uma das minhas bandas favoritas, o Roupa Nova. Parecia aliviada (de quê?). Mas a alegria deu espaço às lágrimas quando olhei pra trás e vi um avião que acabara de decolar, porque pela hora certamente era o vôo do meu irmão... Que triste... Ainda falei pra Lucas: “Meu irmão...Tenho certeza que é o dele...” Pronto, aí nada mais foi cantado, ou dito.
Kenny, amo você! Deus te abençoe. Vai dar tudo certo! Já estou com saudades!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
A gente encontra e se desencontra com pessoas a vida toda. Conhecemos amigos que acreditamos que nunca mais vamos deixar de estar perto e de estar junto, mas a vida se encarrega de nos mostrar o contrário. Aos 22 anos conheci a amiga que mais amei entre todos os amigos que tive. Apesar de bem mais nova, ela carregava uma experiência e conhecimento sobre a vida que eram fascinantes. Juntamente com mais um grupo de uns dez amigos formei um círculo de amizades que, acreditei ingenuamente, ser eterno. Na verdade o sentimento é. A convivência é que não. Cada um cresce, vai trabalhar, casa-se, muda de cidade. E nos deixamos. Aos poucos o círculo foi se desfazendo. A minha amiga nem casou, nem foi trabalhar, nem mudou de cidade. No entanto ela fez uma opção de vida que nos distanciou muito. Ela largou tudo, e entenda tudo como tudo mesmo, e foi dedicar-se à caridade. Vive hoje de doações ou providência Divina como ela mesma diz. Ela não acredita mais nas mesmas coisas que eu, não vive mais o mundo que eu vivo, está em um plano bem diferente do meu. Raramente nos falamos. Mas a vida é assim. Sofri mas me conformei. Meu irmão do meio também está partindo. Vai morar em Santa Catarina e tentar vencer por lá. Durante 26 anos sempre o tive por perto e agora ele vai pra bem distante de mim. Não dá pra ter tudo o que queremos mesmo. Por mim, no meu egoísmo sem tamanho, ele não iria. Minha família é bem pequena e só temos um ao outro (minha mãe e meus dois irmãos). Mas ninguém é dono do destino de ninguém. A gente deixa que os amados partam e só nos resta torcer pra que tudo fique bem pra todos. Isto acontece o tempo todo com todo mundo. As pessoas vão embora. A gente conhece, se apega e se deixa várias vezes na vida. Sofre, sente falta, mas segue vivendo. Só que por mais vezes que isto aconteça a gente nunca está preparado e nunca aceita facilmente. Quem dera ter comigo todos a quem estimo, todos os meus queridos. Eles se vão sim e fica apenas o que foi cativado. Como exposto no livro O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupery, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Pois é isto o que fica depois que os amigos partem: o sentimento que você despertou em cada pessoa que passou por sua vida.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Esmalte vermelho
Antigamente eu considerava o esmalte vermelho bem vulgar. Achava brega, de mal gosto. Via que umas poucas mulheres usavam e aí é que eu achava mesmo que somente as mais cafonas usassem este tipo de esmalte. De uns tempos pra cá, como tudo na vida, isto também mudou. Na TV todas usam, nas ruas, trabalho, faculdade, praticamente todas aderiram aos mais diversos tons de vermelho. É moda! Eu apenas observava e, apesar de ter muita vontade, nunca tinha coragem de ousar com uma cor destas. Sempre achei que não combinava comigo, nem com meu trabalho, apesar da vontade de testar pelo menos. E sempre foi assim comigo. Com quase tudo. Sempre com medo de errar, com medo de sofrer, medo de me arrepender, medo de sentir dor. Minha cunhada uma vez me falou que perdeu muita coisa na vida por causa do medo ( e ela só tinha 17 anos quando me falou isto). E eu, no auge dos meus 29 anos? Depois que ela falou isto é que comecei a pensar quanta coisa eu perdi por medo. Medo de me arrepender. É bom sentir um pouco de medo também. Acho que meu medo me protegeu muito até hoje e me fez não passar por várias situações que me trariam sofrimento (não há necessidade de citar, até porque só sei que foi assim e não lembro agora de algo pra contar). Mas penso sim, que me preocupo muito com o que pode acontecer se fizer isto, ou usar aquilo. Procuro seguir um modelo de comportamento, de postura, de retidão na vida e principalmente no trabalho que me “congelam”. Até um corte de cabelo me faz pensar por semanas se devo ou não fazer. Voltando a história do esmalte vermelho, fui fazer a feira do mês e vi uma cor linda (um vermelho da Colorama – Paixão) e peguei. Fiquei olhando e por alguns minutos pensava se ia ter coragem pra usar. Colocava de volta e olhava uns tons de rosa e bege. Pegava de novo o vermelho, pensava. Num impulso coloquei no carrinho e falei em voz baixa: - “Se não usar só vou ter perdido R$ 2”. Mas não usei logo, demorou um pouco, acho que uns 15 dias, até porque eu não sei fazer unhas sozinha. Mas estou usando... E gostei muito! E o mais legal é que as mulheres do meu trabalho adoraram, todas perceberam e perguntavam que cor era esta. Que alívio!
Desta vez deu certo. Mas isto foi bobagem.
É fácil falar pros outros “arrisque, tente”. Mas é bom lembrar que as conseqüências de tudo o que você fizer é somente VOCÊ que tem que assumir...
Então me deixa quieta com meus medos. Eu sei o que faço.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
EU
Deus. família. amor. rir. chorar. cantar. pensar. ler. letra. história. ver. ouvir. branco. limpo. liso. beleza. bom. eterno. música. matrimônio. frio. noite. acarajé. arte. coca-cola. comprar. sabonete. castanhas. viajar. dormir. tardes. vento. taylanne. idosos. inteligência. vinte e nove. rotina. rosas. seriados. campo. espanhol. amizade. maquiagem. salto alto. jeans. pinha. violão. Roupa Nova. roupa nova. fotos. trabalhar. caridade. conversar. saudade. chuva. bicho de pelúcia. vida. filhos. cachorro. conforto. surpresa. internet. juventude. revistas. O Mundo de Sofia. cremes. pizza. espelho. romance. confiança. comédia. paisagem. SSVP. cartas. piadas. dinheiro. fé. celular. sábado. anjos. lar. paz. futuro.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Confiar nos outros
Eu realmente acho bom confiar nos outros. Um amigo do trabalho me falou outro dia que era muito difícil pra ele confiar nas pessoas de forma geral e que por isso ele se sentia muito isolado. Eu acho isso muito triste, uma vida sem confiar em alguém é meio "ôca"... Eu confio nas pessoas, nos amigos, parentes, no meu amor, mas também eu nunca tive a experiência de ter sido traída por alguma destas pessoas. Acho que por isso não tenho medo de confiar. De repente foi isto que aconteceu com meu amigo, uma experiência de deslealdade de alguém em quem ele confiou. Ou não, de repente ele é assim mesmo por natureza. Eu pelo menos tento confiar prudentemente (se é que dá pra fazer isto). Não confio em tudo e todos, confiança a gente vai adquirindo aos pouquinhos. Acho legal confiar, dá um sentimento de cumplicidade, segurança e fortalece laços. Não saberia viver sem confiar em quem eu gosto. E também acho que não mudaria minha forma de pensar se alguém traísse minha confiança. Não acho que por todos devam pagar pelo erro de um. Mas isto eu só saberia se acontecesse. Prefiro não saber então...
Vou lá.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Sobre completar 29 anos...
Pode parecer besteira, na verdade analisando calmamente até é mesmo, mas fico triste sempre às vésperas de meus aniversários. Ao invés de comemorar por estar mais um ano viva, fico triste por estar um ano mais velha. Comentei isto com uma amiga hoje e ela soltou esta: "É melhor envelhecer do que morrer jovem". E de fato é. Mas a juventude, pelo menos pra mim, sempre foi uma das coisas boas de se estar viva. Ser jovem e ter saúde. Não fico deprimida, não mesmo, mas dá uma insegurança que eu não sei onde vem. Não é difícil perceber que o mundo é dos jovens, que envelhecer no Brasil é muito difícil e que parece que a gente para no tempo ao ficar mais velho por mais esforço que façamos para estar sempre atualizado. Meio confuso talvez, mas não consigo expressar de outra forma. Já foi o tempo em que eu avisava a todo mundo que "amanhã é meu aniversário", e fazia mil planos e preparava mil coisas. Hoje avisei aos mais próximos: "esqueçam que amanhã é meu aniversário". Não é que eu goste de ficar sozinha, não gosto. Só fiquei um pouco chata mesmo pra esta coisa de aniversário. De meu aniversário...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Quem foi a Katiuscia que inspirou as mães da década de 70?
Esta é a Katiuscia. Isabella Katiuscia. Uma atriz italiana de fotonovelas da década de 70. Minha mãe ( e centenas de outras) lia as fotonovelas Capricho, Grand Hotel, Sogno e acabaram colocando os nomes de suas filhas igual ao da atriz.
Fonte: Carissimascatrevagens
sábado, 7 de novembro de 2009
Você viu novembro chegar?
Levei um susto quando ainda na última semana de outubro entrei num shopping center e já o encontrei inteiro
decorado para o Natal. Na porta havia um enorme Papai Noel me dando boas-vindas! Que mundo é este? O ano mal começou e já estamos num clima de Natal, de final de ano! Há muitas explicações para esta sensação que temos de que o tempo está andando mais rapidamente. Uma delas é a de que o excesso de informação e os meios de transporte cada vez mais velozes são dois grandes responsáveis por esse sentimento de que o ano mal começa e já acaba. Fazemos num dia o que nossos bisavós só conseguiriam fazer em um mês. Perdemos a tolerância com a espera. Queremos tudo instantaneamente. Se não endermos ao telefone até o segundo toque, quem chamou o desligará com impaciência. A pressa virou amiga da perfeição num mundo que quer tudo pra ontem. Para viver neste mundo é essencial que saibamos dar qualidade ao que fazemos. Como tudo é muito acelerado e impermanente temos que aprender a nos concentrar em cada momento de nossa vida fazendo as coisas com sentimento de fazer. Temos que reaprender a prestar atenção a cada instante para que ele tenha qualidade. O hábito de concentrar nossa atenção ao que estivermos fazendo poderá minorar a sensação de que o dia passou, a semana passou, o mês passou, o ano passou e pouco ou nada fizemos de valor ou do que gostaríamos de ter feito. Temos que retreinar nossa mente para a concentração ao momento presente. Temos que reaprender a prestar atenção em quem estiver falando; em prestar atenção no que estivermos comendo ou bebendo; a dar atenção a nossos filhos, esposos, pais, amigos. Temos que aprender a revalorizar as coisas essenciais e selecionar o que assistimos, o que lemos, onde vamos. E além de selecionar é preciso sintetizar o que selecionamos para que transformemos a vida em experiência de aprendizagem e qualidade crescentes. Não basta correr por correr. Ser ágil e veloz é positivo desde que saibamos onde queremos chegar e por quê.
Assim, é preciso arranjar tempo para pensar, planejar, orar, amar. É preciso viver. E sem concentrar
a atenção nas coisas essenciais de cada momento, vegetaremos sem consciência crítica, sem qualidade de vida e estaremos nos desqualificando de nossa condição humana. Preste atenção! Doe-se ao momento presente. Faça tudo com sentimento de fazer. Pense nisso. Sucesso! Feliz Natal..
LUIZ MARINS
domingo, 25 de outubro de 2009
Marley e eu
"Um cachorro não precisa de carrões, de casas grandes ou roupas de marca, um graveto está ótimo pra ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro, dê seu coração pra ele e ele lhe dará o dele. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?" Com esta frase termina o filme Marley e eu. Não li o livro, só assisti ao filme. E gostei... somente minhas amigas "sensíveis" disseram gostar do filme. Os mais práticos criticaram, até mesmo sem assistir. Achei emocionante. Uma historinha bem simples, com um final previsível, mas que pelo menos a mim, prendeu a atenção do início ao fim. Eu recomendo. Fiquei até com vontate de ter um labrador...
domingo, 4 de outubro de 2009
Escrevendo rapidinho...
Bom comentando os últimos acontecimentos: Não assisti nada de O limite, odiei que o Dado ganhou na A Fazenda, detestei o final de Caminho das Indias, sou bem contra as olimpíadas aqui no Brasil, acho que temos outras prioridades e nossos polítcos são muito corruptos para fazerem tudo sem roubarem nada. Não acho que a mãe que matou os filhos no Tabuleiro estava "manifestada". Ela premeditou tudo então minha opinião é que foi uma vingança contra o marido.
Foi rapidinho e só falei bobagens, eu sei...
(Na foto, eu e o meu sogro, no carnaval de 2009... faz tempo...)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Estude! Já dizia, minha avó!
Outro dia, dei uma dica a uma amiga de trabalho que tinha dificuldades em escrever e em falar algumas palavras, digamos, menos coloquiais. Falei pra ela que quem lê muito geralmente escreve e fala bem. Até me dispus a emprestar o livro "O mundo de Sofia", meu favorito. Ela fez cara de nojo e disse: - "eu até já li umas 15 páginas desse livro, mas... eu não gosto de livros sem figuras". Eu quase tive um ataque! Ela é universitária, nunca pensei ouvir esse tipo de comentário de alguém que cursasse o nível superior e muito menos num ambiente de trabalho. O fato é que a cada dia parece que estamos menos preparados pra o mundo, para a área de empresa privada. Exemplo disso, é a dificuldade para encontrar alguém pra exercer a função que exerço atualmente na empresa em que trabalho. Foram 4 meses de seleções intermináveis. Não sou a perfeita funcionária, mas fui a que mais se aproximou do perfil desejado. Outra dificuldade, na mesma empresa foi quanto a seleção pra supervisora de atendimento. Nooossa, muito longa, dezenas de candidatas, mas sempre faltava um "quê" de experiência. A maioria era formada mas mesmo assim eram nítidas a insegurança e imaturidade dos profissionais recém-lançados no mercado de trabalho. Acho que muitos estudantes são meros expectadores nos bancos das universidades. Conseguiram passar no vestibular e acreditam que apenas isto vai abrir as portas do mercado de trabalho. Ilusão... Por que se lê tão pouco? Cadê os estudantes sedentos por conhecimento? Estagiários que aceitam um estágio não remunerado somente para adquirir conhecimento, experiência? Grupos de estudos, salas de discussão na net. Hoje boa parte dos jovens usa a internet para ver perfil no orkut e agora postar msg no twitter. Até o orkut podia ser utilizado como fonte de conhecimento, há milhares de comunidades a respeito das mais diversas áreas profissionais. Pagar matéria eletiva, nem pensar! Os estudantes já acham sua carga horária obrigatória "pesada". Iniciação científica? Coisa de nerd, chumbeta. É bom deixar beeeem claro que NÃO ESTOU GENERALIZANDO! Há, claro, louváveis exceções. Pois é. Quem é disciplinado, determinado e gosta de estudar, com sorte acaba entrando num cargo público. Os demais, que se encaixam na descrição que fiz acima, certamente vão terminar a vida como auxiliares administrativos ou vendedores no comércio (sem desmerecer as funções) ganhando pouco mais que um salário e pensando no que poderia ter sido...
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Para que serve um amigo?
Pra tanta coisa... não é?
Para Instalar o XP no computador e não cobrar nada,mesmo perdendo horas e horas a fio! Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso!
Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa e 21 pontos na carteira.
Pra rachar a gasolina,emprestar a prancha,
recomendar um CD,dar carona para festa,passar cola,
caminhar no shopping,segurar a barra.
Todas as alternativas estão corretas,porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
A amizade é indispensável para o bom funcionamento
da memória e para a integridade do próprio eu.
Um amigo não racha apenas a gasolina:racha lembranças, crises e choro, experiências.Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro,empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um CD. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa. Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola... Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor,entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.
Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem...
Se tiver um, amém!
Desconheço o autor
domingo, 28 de junho de 2009
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